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sábado, 2 de julho de 2011

Os dias, todos eles, nascem, na minha humilde opinião, assim como os bebês: sem propósito ou destino algum. Cabe a nós, pais de nossos dias, darmos a eles um caminho a seguir. Porém, os bebês crescem e recebem influências outras diversas, que independem de seus pais, criam suas próprias opiniões, fazem seus projetos, suas escolhas... Os dias não. Não basta acordarmos e dizermos “hoje você será um bom dia”, é preciso fazer com que cada minuto seja convencido disso com nossas ações. Os dias talvez sejam eternos bebês, totalmente dependentes de nós, os seus pais. Toda a responsabilidade pelos nossos dias é nossa, embora os dias de todas as outras pessoas e os nossos se cruzem, podendo mudar rumos, fazer projetos, criar novas opiniões. E são esses cruzamentos imprevistos, que fogem do nosso controle e de nossas ações, que fazem, na minha humilde opinião, os dias, todos eles, terem sua graça e seu propósito únicos, nem sempre bons, nem sempre ruins: dias.

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