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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Eu e o amor

E eu que achava que o amor
Não era mais que gostar de dor,
Que era como uma prisão
E que pra mim, servia não.

Eu achava que quando se amava
O amor fugia,
E que quando nos amavam
Era a gente que corria.

E eu que achava que amar
Era fazer luz da escuridão
E do voar, um querer chão.

Eu achava que amar era,
Que podia ser,
Que dava pra entender.

E quando em mim o amor chegou
Não pediu licença, não avisou
Pegou meu peito e ali ficou
Sentou, deitou, rolou.

Quando em mim o amor chegou
Amar fez-me voar, cair e levantar,
Não quis saber, nem entender
Só quis pra sempre te querer.
Quando em mim o amor chegou
Vi que nada sabia do amar
Que era você quem ia me ensinar.

Quando em mim o amor chegou
Ele tinha nome, queixo e endereço.
Fazia a barba e levava jeito
Pra me ajudar a ser aquilo que eu sou:
Sou o amor que te ama
O amor que por você é amado
Sou seu sofá e sua cama
Sua semana e seu feriado.

1 comentários:

Otávio disse...

"Quando em mim o amor chegou
Ele tinha nome, queixo e endereço."
mto bonitos estes versos!

realmente, seu recesso foi maior do q o meu, mas como diria o ferreira gullar, a rotina é o contrário da poesia =/