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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ninguém vive, alguém não

- Oi. (ela)
- Olá! (ele)
- Quem é você? (ela)
- Ninguém! E você? (ele)
- Alguém. (ela)
- Alguém pode ser todo mundo. (ele)
- Pois é, eu também posso. (ela)

Ele sofria de falta de personalidade; ela de excesso.

Anos depois ele tinha uma personalidade única e era por muitos admirado; ela continuava perdida em suas muitas personalidades.

Mais alguns anos depois ele recebeu uma notícia de suícidio; ela se matou porque uma de suas personalidades queria saltar de pára-quedas e outra não, num acordo estúpido consigo ela pulou, mas sem o pára-quedas.

1 comentários:

Otávio disse...

hahahaah
e se eles tivessem um filho,
diriam pra ele estudar pra ser alguém na vida!
acho q eu falei de poesia só pra citar o alphonsus de guimaraens, so meio confuso nos comentários mesmo, mas links de poesia conheço alguns mto bons! de e-books não )=